Caminho da Santinha

Publicado em 07/08/2020 às 12:09


Bifurcação da estrado de chão, onde está o Santuário do Santinho, que dá o nome mais comum da estrada: Caminho do Santinho (Foto: Leandro Pellizzoni/Inventário Cultural)

 

Ou seria Caminho do Santinho? Falamos de uma das estradas mais antigas de Conde e da Paraíba, presente no cotidiano e na memória dos moradores. Está localizada entre Pituaçú, Prazeres, Campinas e Mituaçú, fazendo a ligação do norte do município - imediações dos Rios Gramame e Jacoca - até a Rodovia dos Tabajaras (PB-018), próximo ao Centro da Cidade de Conde. Lugar de memória, lazer, labuta, história.

 

História da ocupação do território


Alguns documentos históricos falam da Sesmaria da Jacoca (posteriormente Vila e Freguesia de Conde), terras ocupadas pelos povos tabajara e por outras pessoas que depois se estabeleceram. A estrada que usavam para se locomover da Cidade da Paraíba (João Pessoa) até a Jacoca não era a BR-101, mas sim o trajeto por onde passa a Ponte dos Arcos e, muito provavelmente, onde continua pelo Caminho da Santinha. 


Conde e a paisagem natural

 

A Cidade de Conde é repleta de lugares que guardam belezas das matas, dos rios, dos campos e do mar. Recantos, caminhos, lugares, paisagens naturais e culturais, onde a humanidade e a natureza se encontram formando laços recíprocos de dependência e partilha. A Estrada Rural Waldemar Braz Pereira, mais conhecida como Caminho do Santinho ou da Santinha é um desses lugares. Para alguns é um percurso cotidiano de ida para o Centro da Cidade, para outros lugar de lazer e para outros local de fé.

 

Paisagem natural e cultural

 

Na estrada de chão, passamos por diversas granjas, área preservadas de mata, o Santuário do Santinho, o Rio da Santinha (Rio Jacoca), o Oratório da Virgem Mãe dos Pobres, canaviais, cercas e terrenos descampados. O percurso revela o encontro da cultura com a natureza, do profano com o sagrado, do trabalho com o lazer. Encontro que pode ser visto como harmônico, mas também dual, oposto e conflituoso. De fato, estão ali representando a memória e o cotidiano do território. 


O nome do trajeto vem de dois santuários católicos, um em Prazeres e mais conhecida (o Santuário do Santinho) e a outra em Campinas (o Oratório da Virgem Mãe dos Pobres).


Também encontramos no trajeto, a área de lazer arborizada do Rio da Santinha. Antes da pandemia, era um tradicional ponto de encontro aos dominguinhos (segundas-feiras), onde comerciantes aproveitavam para ganhar seu dinheiro e a população vai para relaxar depois de uma semana de trabalho. Este rio é um afluente do Gramame e encontra-se com ele, já em Mituaçú.


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